Flávio Bolsonaro passa dos 60% no Polymarket e dispara como favorito nas apostas internacionais

O senador Flávio Bolsonaro (PL) atingiu nesta segunda-feira (21) a marca histórica de 60% de probabilidade de vitória na disputa presidencial de 2026 no Polymarket, o maior mercado de previsões do mundo. O número representa o pico da curva desde que as apostas sobre a eleição brasileira começaram a ser negociadas na plataforma.

Lula aparece com cerca de 40%. Os demais candidatos somam percentuais residuais, todos abaixo de 1%.

A disparada de Flávio começou no dia 10 de setembro, quando ele ultrapassou o presidente pela primeira vez no Polymarket. Desde então, o senador subiu cerca de oito pontos percentuais em apenas 11 dias. No domingo (20), já estava em 58%. Nesta manhã, cruzou a barreira dos 60%.

O “Wow” de Elon Musk



O crescimento chamou atenção internacional. Elon Musk reagiu com um “Wow” a uma publicação que mostrava a liderança de Flávio nas apostas. A reação do bilionário amplificou ainda mais a repercussão do número nas redes.

O que o número significa (e o que não significa)

O Polymarket não é pesquisa de intenção de voto. É um mercado em que investidores de vários países apostam dinheiro real (geralmente em criptomoedas) na probabilidade de eventos futuros. Os preços se formam pela lei da oferta e da demanda: quanto mais gente aposta em um candidato, mais alta sobe a cotação dele.

Por isso, o número de 60% não mede o que o eleitor brasileiro declara nas urnas. Ele mede o que o mercado internacional está disposto a apostar. E, nesse mercado, Flávio virou claramente o favorito.

Enquanto isso, as pesquisas tradicionais continuam apontando uma disputa muito mais apertada. Datafolha e outros institutos ainda mostram Lula e Flávio em empate técnico ou com diferença pequena no segundo turno. A distância entre o que as pesquisas dizem e o que o Polymarket precifica nunca esteve tão grande.

Contexto político

A alta de Flávio no mercado de previsões ocorre em meio à crise no STF envolvendo Alexandre de Moraes, às mobilizações da direita no interior (como a passagem de Nikolas Ferreira pelo Sul de Minas) e à percepção de desgaste do governo. Apostadores estrangeiros parecem estar precificando um cenário de virada ou de segundo turno favorável ao candidato do PL.

Vale lembrar que o mercado de previsões políticas é proibido no Brasil desde abril de 2026. Mesmo assim, os números do Polymarket viraram pauta constante na disputa eleitoral e passaram a ser usados como argumento político por ambos os lados.

O que esperar

Faltam menos de duas semanas para o primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Se nenhum candidato atingir 50% dos votos válidos, o segundo turno acontece no dia 25.

Por enquanto, o Polymarket entrega uma mensagem clara: do ponto de vista de quem está colocando dinheiro na mesa, Flávio Bolsonaro é hoje o grande favorito a ser o próximo presidente do Brasil.

As pesquisas de rua, no entanto, ainda não confirmam essa liderança. A reta final deve decidir quem está certo: o mercado internacional ou as urnas brasileiras.